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O Caipira ficou devendo… (e Paraty também!!!)

17 fev

Olá amigos fejuqueiros!!

Primeiramente, gostaríamos de pedir MUITAS, MAS MUITAS DESCULPAS pela ausência nestas últimas semanas. Temos plena consciência de que deixamos muitos fejuqueiros órfãos. Acho que vale uma breve justificativa, né?

Há quarto semanas atrás, fomos desfrutar da costa brasileira na mais bucólica das praias: Paraty. Passamos o feriadão do aniversário de SP no Rio de Janeiro (ok, para os mais tradicionalistas sabemos que foi uma gafe com a nossa querida cidade), mas estávamos precisando de um descanso…

Paraty é quase perfeita! Praias e ilhas paradisíacas, centro histórico repleto de cultura e povo extremamente hospitaleiro. Entraria no rol de lugar perfeito se não fosse um mero detalhe: NÃO EXISTE FEJUCA EM PARATY!!! Uma cidade carioca (para muitos, o Estado do RJ é o BERÇO da nossa amada) não serve uma feijoada sequer! Rodamos mais de 40 restaurantes e NADA! Fomos até em vila de pescadores em busca de uma cumbuquinha e simplesmente não encontramos um mísero punhado de feijão com carnes…

Passada a depressão, voltamos para SP (um pouco frustrados, é verdade) com “sangue nos olhos”, loucos para desfrutar DELA novamente.

Foi então que no final-de-semana seguinte tivemos a ideia de sair sem rumo em busca de algum local em Sampa que tivesse cara de FEJUCA PERFEITA. Teríamos que compensar o jejum forçado com a mais perfeita das iguarias. Saímos de casa certos de que nossas preces seriam atendidas. Mas novamente os Deuses Suínos, os vegans e os palmeirenses fundamentalistas juntaram forças e conspiraram contra nós…

A bola da vez (quadrada) foi no O Caipira, tradicional restaurante localizado na Zona Norte de São Paulo, quase ao lado do shopping Center Norte. Um local com ambiente agradável e com a promessa de servir a melhor comida mineira de São Paulo. O modelo é o famoso “coma à vontade” por “módicos” 45,80 por pessoa.

(Resumindo a proposta da casa: Pague caro, mas saia daqui rolando e devidamente nutrido para o período de hibernação.)

Ficamos empolgados! Mal chegamos, o garçom gentilmente nos acomodou em uma mesa ao lado da janela e tirou as bebidas (Breja Cerpa Export para mim e Guaraná Zero para a Pri). Deu três segundos e já estávamos com nossos pratos na frente do buffet, loucos para preencher todos os espaços possíveis (do prato) com arroz, FEJUCA, torresmo, couve, bisteca, farofa etc etc.

Aqui cabe uma observação: Sempre fui CONTRA o serviço de buffet para Fejuca, mas a Pri me convenceu de que podem existir boas opções. Mas desde já deixo claro que rola um preconceito da minha parte – e eu prometo que vou tentar tirá-lo de mim. Basta algum restaurante me provar o contrário…

Já de cara achei o feijão ralo, o paio mal cozido e todas as outras peças de carne sem “corpo”. Mas segui em frente sem falar nada, e ao ver a Pri fazendo uma réplica do Monte Fuji no prato dela me inspirei e mandei bala!

Montei uma obra-de-arte! Todos os pertences possíveis, uma fejuca com todas as possibilidades de combinação. Fui para a mesa acreditando que meu preconceito seria exterminado em segundos! Ledo engano…

Feijão ralo, peças “não integradas”, arroz sem sabor, molho de pimenta fraco e tudo formando um prato de arroz, feijão e carnes. Mas nunca uma FEJUCA.

Relembrando, amigos: Fejuca é uma simbiose de sabores, e não partes separadas que resolvem integrar um mesmo grupo. É como o Kaká: moço bonzinho que quando quer ser BAD BOY xinga o cara de “Seu bobo!”, entendeu? Simplesmente não combina!

Fiquei decepcionado… Ainda mais quando lembrei que custou a BAGATELA de 45 pratas. POR PESSOA!!! Apenas como referência, no último post comemos uma excelente Fejuca para 02 pessoas no “O Rei da Feijoada” e pagamos 54,00 para nós dois!

Terminei a experiência descartando repetir o prato e encerrei meu almoço com um excelente tutu de feijão e um pedacinho de alcatra, que estavam bons (e só). Pelo jeito o Caipira quando veio morar na Capital deixou a receita da Fejuca na sua cidade natal…

 

Abs,

Arthur

 

PS1: Nos dois últimos finais-de-semana não postamos porque tivemos que viajar e eu precisei realizar uns exames. Calma, não são exames clínicos, são exames para trocar de faixa no Kung Fu (um de meus hobbies). Após muito esforço, passei e sou faixa laranja. Acho que daqui uns 90 anos viro faixa preta! (Pra que? Não sei tb, mas deve ser legal…)

PS2: Não postei fotos por protesto! Mas prometo que voltaremos com relatos fotográficos a partir da próxima semana!

 

Nossa avaliação PAFEQ – Padrão FEJUCA de Qualidade

FEJUCA:  2,83
Feijão: 2,25
Paio: 2,875
Linguiças: 2,875
Costelinha: 3
Carne Seca: 3
Rabo/Pé/Orelha: 3

Guarnições: 2,86

Arroz: 2,875
Torresmo/Bacon: 2,5
Farofa: 2,875
Couve: 3,5
Molhinho de Pimenta: 2

Bisteca: 3
Banana à milanesa: 3,25

Ambiente: 3,5
Serviço: 3,5

AVALIAÇÃO GERAL PAFEQ:  2,96


Serviço

O Caipira Restaurante
Endereço: Rua Amazonas da Silva, 21 – VIla Guilherme – São Paulo – SP
Fone: (11) 2905-4455 / 2905-4443
Buffet incluindo pratos quentes e sobremesas: 45,80 por pessoa.

 

 

 

 

 

 

 

Rei da Feijoada: O nome faz jus!

19 jan

O Rei da Feijoada!

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Assim se auto-denomina o restaurante deste sábado! Resolvemos ir ao Rei da Feijoada porque fica no Tatuapé, e estaríamos por lá de manhã pois o Arthur tinha uma consulta com a nutricionista. Sim, NUTRICIONISTA… Diz ele que tem que perder sei lá quantos quilos, gordura, massa não sei das quantas… Voltou feliz porque perdeu 1 quilo desde a última consulta, e onde fomos comemorar??? NO REI DA FEIJOADA!
Chegamos perto das 14:00 horas no restaurante, que fica ao lado do hospital São Luiz (Rua Francisco Marengo, 1266), é uma casinha lindinha, aconchegante, refinada até demais para ter como prato principal, a Fejuca! Na verdade o Rei da Feijoada tem nossa amada como carro chefe, mas possui no cardápio uma infinidade de pratos típicos brasileiros e também uma versão de feijoada deiferente, a Feijoada de Frutos do Mar.
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Voltando à nossa comemoração de 1 quilo a menos do Arthur, quando chegamos a casa não estava lotada, mas ninguém veio nos receber na porta e fomos subindo para o mezanino. Lá estava lotado e tivemos que descer novamente. Sentamos numa mesa perto da porta de entrada e lá ficamos. O pedido já estava na ponta da língua: Uma FEJUCA pequena, um chopp e um guaraná zero (e eu tirando sarro do quilo perdido do Arthur… Mas também como 2 pratões de feijoada e tomo refrigerante zero!). No Rei da Feijoada a Feijoada Pequena (R$ 54,00) serve duas pessoas, a Grande (R$86,80) serve três e há ainda uma terceira opção, a Mini Feijoada (R$ 28,60).

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O ambiente é muito agradável, o problema que encontramos mesmo foi no serviço. Os garçons estavam bem atrapalhados, mas vamos dar um desconto, afinal é apenas a segunda semana de funcionamento da casa, e não faltou boa vontade por parte da equipe, todos muito prestativos.
Logo chegou nossa bela FEJUCA, e nos trouxeram também uma caipirinha de brinde! ELA estava realmente maravilhosa… O Feijão no ponto certo, tudo muito bem temperado e com apresentação impecável! Todos os itens estavam muito bons, mas o destaque ficou mesmo por conta do feijão. Caldo grosso, grãos deliciosos, um tempero divino!
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Ah! O molhinho de pimenta também merece um destaque, porque era realmente apimentado! Parece brincadeira, mas há lugares que o molhinho de pimenta está mais para caldinho de feijão aguado!
O arroz estava muito bem feito, todas as carnes também muito bem preparadas, não havia miúdos, apenas as carnes nobres, e estavam muito boas! Sentimos um pouco a falta da bisteca, que não acompanha a feijoada e também de uma bela bananinha à milanesa, que não é essencial, mas nós adoramos e achamos que ficou faltando.
No geral, o Rei da Feijoada é muito bom! Com exceção do serviço, que estava realmente bagunçado, foi um almoço maravilhoso e uma Fejuca daquelas! Ficamos sabendo que o Rei da Feijoada na verdade possui outro restaurante, na Av. Dr. Assis Ribeiro, 3420 – Engenheiro Goulart, há 21 anos, e agora é que abriram esta unidade no Tatuapé. Um dia pretendemos conhecer a matriz também!
Vocês podem conferir nossas notas abaixo, item a item, e fica a sugestão de conhecerem pessoalmente essa Fejuca fantástica que conquistou com certeza mais dois súditos, afinal não é qualquer FEJUCA que tira nota acima de 4 no PAFEQ.
Voltamos na semana que vem com mais uma sugestão!
Abraços Fejuqueiros!
Priscila
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Nossa avaliação PAFEQ – Padrão FEJUCA de Qualidade

FEJUCA:  4,25
Feijão: 4,75
Paio: 4,5
Linguiças: 4
Costelinha: 3,5
Carne Seca: 4,5

Guarnições: 4,3

Arroz: 4,5
Torresmo/Bacon: 3,5
Farofa: 4
Couve: 4,75
Molhinho de Pimenta: 4,75

Ambiente: 3,75
Serviço: 3

AVALIAÇÃO GERAL PAFEQ:  4,09


Serviço

O Rei da Feijoada – Unidade Tatuapé
Endereço: Rua Francisco Marengo, 1266 – Tatuapé
Fone: (11) 2371-2469
Fejuca Pequena (2 pessoas): 54,00
Fejuca Grande (3 pessoas): 86,80
Mini Fejuca (Individual): 28,90

 

 

Fejucando!

14 jan


Olá amigos Fejuqueiros!

Resolvi dar o ar da graça também, afinal também sou uma amante da Fejuca! Não faz tanto tempo quanto o Arthur, mas a intensidade com certeza é a mesma! Hoje já é quinta-feira e nosso paladar já vai ficando aguçado, esperando “aquela” cumbuca, farofa, couve, pimenta… Hummm…
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Pensando nessa vontade quase incontrolável de que chegue logo o sábado só para devorar uma bela Fejuca, comecei a tentar entender de onde veio essa paixão, afinal, não sou uma pessoa muito fã de carne vermelha, nunca fui do tipo “arroz e feijão”, e DETESTAVA pagode! Não que eu venere hoje em dia, mas convenhamos que faz um belo par com feijoada!
Até uns quatro anos atrás eu comia feijoada nos almoços de domingo na casa da minha avó (sim, lá na minha vó, dia de Fejuca é domingo, quando a família está reunida!), mas sinceramente preferia quando ela preparava lasanha! Esse negócio de feijão e um monte de carne misturada ainda não me agradava tanto… Quanto tempo que perdi! E nunca, nunquinha, tinha comido em outro lugar, afinal, como não gostava tanto, não ia escolher almoçar em algum restaurante cujo prato principal fosse nossa diva!

Tudo começou a mudar quando conheci o Arthur. Nunca vi alguém gostar tanto de feijoada e até estranhava! Pra mim era um prato normal, com cara de fim de semana, porém sem nenhum atrativo especial. Já para o Arthur era o sábado. Fejuca pra ele era (e é!) o evento do sábado! Saíamos da nossa aula de espanhol (que acabava às 14:00 horas do sábado) e íamos direto para um boteco na Mooca que servia uma Fejuca fantástica! No início eu ia porque estava com fome e por mim tudo bem se fosse Fejuca, mas depois de um tempo comecei a sentir umas coisas estranhas… Durante a aula já começava a imaginar o almoço: aquela cumbuquinha, farofinha, couve… E passei a sentir com frequencia, água na boca, salivação exagerada e até aumento dos batimentos cardíacos, típico sintoma de paixão!

Com o passar do tempo meus sintomas apenas pioraram, porque começavam na sexta-feira… rs! E atualmente eles são permanentes, bastando Ela entrar em qualquer conversa!
Alguns meses depois lá estávamos nós, cada sábado num restaurante, bar, boteco, casa de fejuqueiro… Cada sábado era uma fejuca diferente! E assim surgiu a ideia deste blog! Resolvemos começar a catalogar e avaliar todas as Fejucas, assim, além de ajudar quem busca uma bela refeição, aprendemos mais sobre nosso maior hobby (falando nisso, o Arthur esqueceu de listar alguns na apresentação dele, mas este é um assunto para outro post!) e ainda por cima nos divertimos!

Estamos gostando muito desta ideia, e já temos vários temas para falar futuramente! Entre eles, queremos incluir na avaliação as Fejucas caseiras! Entre as melhores que conhecemos estão a da minha vó Lourdes (nem acredito que eu preferia lasanha… A Fejuca da vovó é sensasional!) e a da mãe do Arthur!

Caso queira sua fejuca comentada aqui também, aceitamos convites! hehe

Esperamos que gostem do nosso conteúdo, experimentem nossas dicas de Fejuca e mandem sugestões!

Priscila